"PORQUE NARCISO ACHA FEIO O QUE NÃO É ESPELHO" (Caetano Veloso).

sexta-feira, 30 de julho de 2010

POEMAS DE VIAGENS


A PRIMEIRA ESTRELA

Debuta
A alva estrela
Nas coxas da tarde

Tatua
A mão macia
Sob o vestido corado

Lambe-a.
A tarde se arrepia,
Escu-ruboresce.

Dá-se
Deixa-se
Estrila entre os lençóis do horizonte
Tremeluz.

Envergonhada
Anoitece.

E a estrela tesa
Fêmea
Brilha sobre ela
Fêmea

Gemem
Via-lácteas.


De Chapecó-SC.

2 comentários:

Neuzza Pinhero disse...

sinais de vida, as estrelas, Agnaldo.
Tudo em slow neste poema, quase eternidade

AGNALDO NO ESPELHO disse...

Neuzza querida,

Esse poema foi quase um exercício. Depois de mais de 700km percorridos em um dia resolvi me dar ao luxo de ver a tarde adormecer, em uma cidade até então desconhecida.

Deu no que deu.

Super beijo.